Posted by Mauricio e Ana Paula | Posted in | Posted on 23:57
Nesses primeiros 45 dias, conhecemos 3 festivais grandes e ouvimos falar de outros menores que não tivemos tempo de comparecer como o Jamaican Day ou o Cuban Day.
Comparecemos em vários dias no Festival International de Jazz de Montréal, que é declaradamente o maior festival de jazz do mundo. São 12 dias, onde bandas de diversos tipos (Jazz tradicional, Jazz contemporâneo, música instrumental, caribenha, blues, soul, funk) são apresentados em 6 palcos espalhados pelo centro da cidade.
Pensem numa Virada Cultural de São Paulo, mas extremamente organizada. Tem muita gente, mas sempre fazem um corredor na lateral ou no meio para as pessoas que querem sair não ficarem esbarrando nas outras, os horários dos shows são britanicamente respeitados e o mais legal que eu achei: os shows principais de cada dia começam as 19:00hrs. Porém cada banda toca 2 vezes, com intervalo de 1 hora. Ou seja, num dos palcos tinha uma banda que tocava as 19 e 21hrs, em outros dois palcos as 20 e 22hrs e num quarto e quinto palcos as 21 e 23hrs. Ou seja, dava para se programar bem e ver tudo o que queria de bom num dia.
Neste ano de 2009, tivemos Stevie Wonder na abertura e Ben Harper & Relenteless fechando o festival. Stevie Wonder a gente não conseguiu curtir pois chegamos em cima da hora e já estava lotado, mas Ben Harper & the Relenteless nós aproveitamos. E pra ainda não conhece, o Ben Harper está com essa banda nova, bem mais rock, tem horas que chega a lembrar Nirvana instrumentalmente, para terem uma idéia. Tentem pegar na Internet por ai para ouvirem, vale a pena.
Para mim, os destaques que eu não conhecia são: Les Paiens (instrumental psicodélico demais), Lily Frost (uma mulher acompanhada de uma banda muito boa fazendo um jazz dos anos 30) e The Stomp All Stars (Banda de Ska de uns caras aqui de Montréal muito bons). Teve mais um cara que acabamos não chegando a tempo que é demais, chamado Jessie Dee (acho que é assim que escreve. O cara tem uma voz que combina muito com o folk que ele faz). Para aqueles que gostam de música como eu, procurem esses na web.
Tivemos também no festival Just Pour Rire (Just for Laught em Inglês). Esse surpreendeu! Eu achava que seriam artistas sem graça fazendo piadas em francês quebequense que não entenderíamos nada, mas é bem diferente. Tinham artistas de stand up que realmente não entendíamos perfeitamente, mas tinham também artistas de improvisação, circo, banda de batucada (que digo pra vcs, dá show de respeito) e teatro de humor. E tudo muito organizado. Quando acaba um show, depois de alguns minutos começa outro show no palco da outra esquina, e quando esse acaba chega a banda de batucada teatral e toca no seu tempo... depois começa o teatro e por aí vai. É realmente algo impressionante a organização desses eventos público, os caras dão aulas nisso.
Na próxima semana começará outro, chamado Francofolie, somente com bandas que cantam em francês. Vamos ver qual vai ser...
(complementando esse texto no dia 07/08) O FrancoFolie de Montréal já ta rolando. Ontem fomos ver uma banda que deve ser o Paralamas, ou Titãs, ou Barão Vermelho daqui, tipo todo mundo conhece e canta. Chamam-se Mes Aieux e misturam musica tradicional daqui com rock e reggae. Bem legal! A Musica tradicional daqui é muito influenciada pela Irlandesa, com violino, acordeon, etc... quem conhece sabe como é legal. E no fim de semana rolou bandas de Rap francês e quebequense. Adoro RAP em FRANCÊS. Vimos os precursores do Hip Hop daqui, chamados Dubmatique, que foi demais.
E depois ainda vimos, sem querer, uma banda de uns Malucos, mas muito doidos mesmo. Imaginem um Rafael Cortez ou um Rafinha Bastos do CQC bem mais desbocado e com uma banda como System of a Down ou Slipknot. São esses caras do Mononc’ Serge (traduzindo: Meu Tio Sergio, hahahaha).
Todos os festivais tem shows em sala, ou seja, pagos e show gratuitos. Claro que os pé-rapados aqui só viram shows gratuitos.
Mauricio
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